A vigilância ativa é uma das opções disponíveis para o manejo dos casos de câncer de próstata de menor risco. Consiste na realização somente do monitoramento da doença ao invés de procedimentos terapêuticos imediatos como a cirurgia ou a radioterapia. Trata-se, portanto, de um acompanhamento médico cuidadoso que visa monitorar o comportamento do tumor e indicar algum tratamento somente quando o mesmo tornar-se necessário.
Como funciona a vigilância ativa?
Na vigilância ativa, o paciente é monitorado regularmente por meio de exames como o PSA (Antígeno Prostático Específico), toque retal, ressonância e, em alguns casos, nova biópsia da próstata. Esses exames são realizados de forma periódica, com intervalos previamente definidos pelo médico oncologista, visando garantir que qualquer mudança no comportamento da doença que indique maior agressividade seja detectada precocemente.
Essa abordagem é geralmente recomendada para homens com câncer de próstata de baixo risco, ou seja, aquele que é confinado à próstata, apresenta valores mais baixos de PSA e característica de menor agressividade na biópsia. O objetivo da vigilância ativa é evitar tratamentos precoces desnecessários e seus potenciais efeitos colaterais, como incontinência urinária e disfunção erétil, que podem impactar negativamente a qualidade de vida do paciente.
Quando a vigilância ativa é indicada?
A vigilância ativa é indicada em casos de:
- Câncer de baixo risco: Tumores localizados, de baixo risco, cujas características não apresentam ameaças ao
- Homens mais velhos: Em pacientes idosos, a vigilância pode ser uma opção segura, pois a progressão do câncer de próstata pode ser mais lenta do que a expectativa de vida
- Pacientes que preferem evitar tratamentos agressivos: Muitos homens optam por essa abordagem para manter sua qualidade de vida e evitar possíveis complicações decorrentes de cirurgias ou
Dr. André Paternò, oncologista especializado em tumores geniturinários no Hospital Albert Einstein, reforça que a vigilância ativa deve ser realizada somente quando bem indicada e necessariamente depende da boa adesão do paciente ao protocolo de seguimento.
Riscos e benefícios da vigilância ativa
Os benefícios da vigilância ativa incluem a preservação da qualidade de vida do paciente, evitando tratamentos invasivos imediatos que sejam desnecessários e possam trazer efeitos colaterais. No entanto, é crucial que os pacientes sigam rigorosamente as recomendações médicas e realizem os exames de acompanhamento conforme prescrito.
Conclusão
A vigilância ativa quando bem indicada e feita adequadamente é uma opção de estratégia válida e segura para homens com câncer de próstata de baixo risco. Ela permite que o paciente mantenha sua vida de vida enquanto seu quadro é monitorado de perto. Se você recebeu um diagnóstico de câncer de próstata e está considerando suas opções, converse com o Dr. André Paternò, oncologista especializado em tumores geniturinários no Hospital Albert Einstein, para avaliar se a vigilância ativa pode ser uma opção para o seu caso.
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